Sexta fomos ao Museu de Arte, que faz parte do Conjunto Arquitetônico da Pampulha. Nesse projeto de Oscar Niemeyer, há o rompimento com as tendências da época, procurando uma arquitetura verdadeiramente brasileira. Um destaque desse museu, que inicialmente era um cassino, é a sensualidade que ele transmite, pela forma, pelos materias, pelas esculturas. Podemos notar isso desde a escultura mais explícita até os materiais usados nas colunas.
O que chamou muito minha atenção foi a pedra semi preciosa, Alabrastro, usada na construção, o que deu uma sofisticação ao ambiente. O Alabastro dá um efeito muito bonito, por ele ser meio translúcida e mais clara, aumenta a idéia de leveza do ambiente. Assim como o uso de vidros em toda a superfície lateral e a disposição das colunas, dando a impressão de que tudo está flutuando, ressaltando a ideia de leveza. É interessante notar também, como o uso dos espelhos, em uma parede inteira, deu a sensação de profundidade, como se tivesse o dobro de colunas, o dobro de espaço. O uso do espelho também acentua a continuidade do ambiente, não se percebe o fim, ele está sempre discreto, como uma parede que termina com uma curva, a rampa que passa a ser corredor, que se insere à outro ambiente, e assim vai.
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